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00identidade visual · manual vivo

Um mundo, várias paisagens.

A identidade de Gustavo Rodrigues: um pequeno mundo desenhado como lâmina técnica — papel, tinta e uma única cor, o vermelho da rubrica. Vale para o portfólio, para a Capela de Estudos e para tudo o que vier depois.

Construção da marca: órbita de raio 17, abertura entre −40° e 0°, satélite a −20°−40°−20°0°r 17núcleo r 4,4grade 4 · caixa 48

fig. 2 — a marca sobre a própria construção

De onde vem cada coisa

Nada aqui é decoração solta: cada elemento conta um pedaço da mesma história.

  1. 01

    O céu

    O Cruzeiro do Sul é o céu de Londrina, a cruz de quem é cristão e a estrela de quem navega. Na Fig. 1, as ideias caem dele: a fé vem antes da obra.

  2. 02

    A oficina

    A ideia cai na chaminé e vira código. A oficina é o trabalho: bancada, forja, engrenagem. É onde mora o capricho.

  3. 03

    A órbita

    O que sai da oficina entra em órbita: artefatos em produção. A marca é exatamente isso — um G feito de órbita, com o núcleo no centro e um satélite saindo.

  4. 04

    A rubrica

    O vermelho é a tinta dos rubricadores, que abriam os parágrafos dos manuscritos litúrgicos com um ¶ vermelho — e é também a brasa da forja. Razão e fé na mesma cor.

A marca

A órbita aberta desenha o G. A barra aponta para o núcleo — o mundo, a pessoa. O satélite ocupa a boca do G: o trabalho saindo. Cada paisagem troca só o satélite.

  • Satélite

    oficina — portfólio, currículo, assinatura de projetos

  • Estrela

    capela — Capela de Estudos, textos de fé

  • Artefato

    laboratório — estudos e experimentos, quando existir

regras

  • Respiro mínimo de ¼ da largura da marca em volta dela.

  • Tamanho mínimo de 16 px — o satélite precisa continuar visível.

  • Um satélite só, sempre na boca do G. Nunca girar o G inteiro.

  • Em uma cor só, o satélite acompanha a tinta. Em cores, ele é rubrica (dia) ou brasa (noite).

Cores

Tudo é papel e tinta. A única cor é o vermelho — rubrica de dia, brasa à noite, ajustado para manter contraste nos dois. A cianotipia azul só aparece no que ainda está na prancheta; a Capela usa o mesmo vermelho sobre cal e pedra, com um ouro escondido que só aparece de perto.

  • Papel

    superfície do dia

    #EEEAE0

  • Tinta

    texto e traço do dia

    #17150F

    15.2:1 AA

  • Rubrica

    o acento, de dia

    #B5321C

    5.1:1 AA

  • Grafite

    texto secundário

    #57524A

    6.4:1 AA

  • Noite

    superfície da noite

    #14120E

  • Pergaminho

    texto da noite

    #ECE6D9

    15.0:1 AA

  • Brasa

    o acento, à noite

    #EE5C3F

    5.6:1 AA

  • Cianotipia

    só o que está na prancheta

    #2E4A7D

    7.3:1 AA

  • Ouro

    o ouro escondido da Capela de Estudos

    #7E5F28

    5.2:1 AA

Tipografia

Bricolage Grotesque

títulos e texto. “Bricolage” é o trabalho de bancada — a voz da oficina.

Software feito com cuidado

Cormorant Garamond itálico

a palavra que importa. Uma por frase, na cor do acento. É a mesma serifa da Capela.

capricho

IBM Plex Mono

anotações: rubricas, legendas, fichas técnicas, coordenadas.

02trajetória

fig. 1 — o mundo do gustavo, em vista orbital · 23°18′S 51°09′W

Elementos gráficos

Os recursos de uma lâmina técnica e de um manuscrito, usados com moderação: no máximo um ou dois por bloco.

  • 03artefatos

    Rubrica

    O ¶ vermelho abre cada seção — no manuscrito e no editor de código.

  • Hachura

    Sombra de gravura, para o lado da noite e para preencher sem cor.

  • Marcas de registro

    Os cantos de impressão marcam folhas e figuras importantes.

  • Selo do artefato

    Cada projeto ganha um selo único, gerado a partir do próprio nome.

  • em produçãoem construçãona prancheta

    Status

    O estado de cada artefato, sempre com o mesmo vocabulário.

  • autor
    G. R. Fabiano
    rev.
    2026.10

    Carimbo

    Fatos ditos como parte da composição: autor, local, revisão.

Movimento e voz

A metáfora mora nas margens — rubricas, legendas, rótulos. Títulos e conteúdo continuam literais: quem lê com pressa entende tudo sem conhecer o mundo.

movimento

  1. 01

    Órbita lenta

    Movimento ambiente é linear e lento: 40 a 70 segundos por volta.

  2. 02

    Uma por página

    Só uma animação protagonista por página — a Fig. 1. O resto só se move pela mão de quem lê.

  3. 03

    Traço no scroll

    Ao rolar, a página é plotada: linhas se traçam, órbitas se abrem e blocos sobem, uma vez. Nada fica em loop.

  4. 04

    Precisão

    A interface responde em 150–200 ms, sem molas nem quiques: um sublinhado que se traça, uma régua que fica vermelha.

  5. 05

    Gesto da marca

    Só objetos da marca fazem um gesto mais longo, uma vez: o satélite dá uma volta, o selo gira.

  6. 06

    Sempre pausável

    Botão de pausa visível, e quem pede menos movimento recebe a página parada e inteira.

vocabulário

artefato
um projeto entregue
oficina
onde se constrói — o portfólio
capela
onde se estuda e reza — a Capela de Estudos
órbita
em produção, em uso
prancheta
planejado, ainda não começou
capricho
o padrão de qualidade

Português primeiro em tudo o que se lê — portfólio, currículo e este manual também têm uma edição em inglês, com “care” no lugar de capricho. Inglês em tudo o que se programa. Uma palavra em itálico por frase — a que importa.